MOVIMENTO HIP HOP EM CABINDA



Nos últimos anos Cabinda tem vindo a demonstrar um certo crescimento no que diz respeito a música Hip-Hop comparando com o que éra há 3 ou 4 anos atrás. Nota-se que algo mudou embora tenhamos muito por fazer ainda, mas ve-se que estamos num bom caminho. O Hip-Hop Cabinda hoje já é ouvido e promovido à nivel mundial, tudo graças a dedicação, esforço e empenho de muitos rappers e promotores que têm vindo lutar e sacrificar-se bastante em prol do movimento. Mas assim como a vida, nem tudo é mar de rosas, apesar de estarmos num bom caminho enormes dificuldades ainda temos vindo a enfrentar e segundo a minha análise (sujeito a reprovação) centra-se nos seguintes factores conforme passo a descrimiar a baixo:

PRODUÇÃO:

A maioria dos produtores são responsáveis pelo fracasso de muitos artistas, digo isto e sei que muita gente que vive cá em cabinda e acompanha o movimento vai concordar comigo, porque os produtores levam uma eternidade para misturar músicas, por vezes pelo factor energia que como é sabido já era um caso antes (e piorou ainda com a chegada do novo governador “Mawete João Baptista” que com as suas artimanhas faz questão de ver a população às escuras), e não só por vezes é mesmo pela “preguiça” do próprio produtor porque há casos em que o músico entra em studio e espera 2 à 3 meses para receber a música e por vezes até com inúmeras falhas, muitos projectos como singles, mixtapes ou até mesmo albuns já foram barrados pelos próprios produtores devido a constante perca de dados no PC e os mesmos por vezes não adoptam medidas preventivas para que se evita tais situações.

PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO:

Hoje a Promoção e Divulgação de nossos trabalhos tornou-se ainda mais fácil porque a cada dia que passa Cabinda também tem sido muito afectada pelos virus da globalização. A chegada dos serviços internet facilitou muito o movimento nesse aspecto e não só, mas, tem –se notado que os rapper´s na sua maioria preocumpam-se mais com a divulgação e promoção dos seus trabalhos via net esquecendo-se da promoção local, resultado: o pessoal local desconhece suas músicas. Mas esta onda de promo e divuldação não está isenda das barreiras, visto que alguns promotores dão mais créditos à seus ditos “brothers”(as vezes individuos já conceituados e com promoção de sobra e os que mais precisam acabam por ficar mesmo na penúria “Lei da Cunha”).

RECONHECIMENTO:

Esta é a parte que mais me toca a nivel da música local e permitam aqui generalizar que apesar de já demonstrarmos grandes capacidades musicais e apresentarmos ao mundo nomes como “Euclides da Lomba, Beto Bungo, Lidjana do Rosário, Vieira N´suami, Tunga Nzola, Andrito Tumba, Pai Fuidy, Alfredo Madúkila(vencedor da gala à sexta-feira edição 2005) entre outros, a música local nos seus mais variados estilos carece de apoio, patrocínio e divulgação, visto que é dificil termos 5 obras discográficas (álbuns) na nossa praça isto para não fala de 2 ou 3 durante 1 ano, numa terra que diz ser rica nada justifica tal fim. Voltando no rap esta é a vertente que mais degradada está em termos discografia, 99,5% (se não me engano) dos rapper em cabinda não tem album razão pela qual o refúgio pelas mixtapes e singles promocionais eternos.




ESPETÁCULO S E EVENTOS:

Ora bem, nesta parte eu queria focalizar mais para os promotores de eventos e digo isto no sentido geral.

O Enclave vive numa fase de carência de espetáculos e eventos musicais,  e os poucos que organizam espetáculos de grande envergadura, são sempre apadrinhadas pelo Governo e pelos empresários que importam artistas vindo diversas partes do continente a alto custo deixando os artistas locais a mendigar, implorar para que os seus nomes possam constar pelo menos no último nº da lista de convidados ainda que seja a titulo promocional e se tiverem que ser pagos, são pagos com gorjetas por intermédio de chamados “bailes e fintas”. Portanto, quando aparecem eventos de género todas as pessoas  ligadas ao movimento  e outros ficam atentos e vêm ai a oportunidade de mostrarem os seus talentos, as suas potencialidades e talvez buscar o tal reconhecimento que sempre procuram.



Em tempos o Enclave agitou – se com mais uma novidade do meu grande kamba Pastor C.E.O da Cabmusic que com todo respeito e consideração que o devo bombardeou os nossos ouvidos e anseou – nos com a possivel vinda de um dos protagosnistas da Kriminal Family (o Drunk Master )para show e venda de sua última mixtape intitulada “a última garrafa”, que até hoje desconhece-se as razões pela qual não tenha se realizado tal evento.

Depois anunciou, publicou na net e enfeitou a cidade com seus panfletes assumindo o compromisso de organizar todas as quartas feiras Tardes de Hip-Hop” no Espaço Urbano vulgo “Samba Bar (no que seria mais valia para o movimento) e que a primeira edição seria no dia 1 de Junho do ano em curso, com os convidados para 1ª edição “o grande Diplomata (rapper, produtor e designer), Mq Soulja, Bob Miro, Mc da Tuga, Mega Family e o nosso Tecla 6/4(Letal Coligação)”. Acontece que neste dia estava toda malta reunida no local até passar a hora combinada e nada do meu mano Pastor e sua staff, através de um telefonema o mano justificou-me que o dono do espaço teria problemas fúnebres e razão pela qual o evento não foi realizado, marcando evento para o sábado da mesma semana ou para quarta a seguir 08/06/2011 pelas 17h alterando a lista com Diplomata, Niga Elvino, Baleados, Mc da Tuga, Mega Family e  nosso Tecla 6/4” e depois convidou a mim e o Tecla em sua casa para umas birras e prontos ficou-se por ai. Chagado a 4ª Feira prometida, a malta voltou a reunir-se novamente no local e até a hora combinada, novamente nada do Pastor e sua staff e desta vez o mano recusou-se a atender todos os telefonemas, recusando –se também a dar qualquer  nota explicativa. Algumas pessoas presentes no local do evento afirmaram terem passado de fronte a casa do C.E.O da Cabmusic e o terem visto bem pausado a consumir algumas cervejinhas e segundo eles o mesmo ainda teve a nobre coragem de encorajá-los a dirigirem-se para o local do evento como se nada tivesse acontecendo.

Caros leitores, o objectivo deste artigo não é criticar, caluniar, difamar ou qualquer outro termo que se posssa usar aqui. Eu,  melhor do que ninguém reconheço o esforço que a Cabmusic tem vindo desempenhar em prol do movimento a nível local, mas também estive no local nas duas prometidas vezes e de ixa-me dizer que não fiquei nada contente com a actitude do P.A..acho um auténtico desrespeito, e falta de consideração por parte da Cabmusic em fazer “publicidades enganosas” fazendo o pessoal deixar os seus afazeres para se deslocar até ao local do suposto evento, inclusive havia individuos que não tinham sequer “ dinheiro para o taxi” mas mesmo assim percorreram longas distâncias a pé até ao local e chegados ai nenhum ponto da situação. Seja lá o que estaria acontecendo o pessoal tinha direito à uma explicação e não tratar-nos como se fossemos ...(deixa pra lá)

Acho que a Cabmusic ao realizar futuros eventos deve primeiramente ter a certeza de que estão criadas todas as condições necessárias para que situações embaraçosas como estas deixam de acontecer, porque a maioria do pessoal que lá esteve presente está a perder a credibilidade dos eventos realizados pela nossa Cabmusic e eu pessoalmente não gostaria que isto chegasse a esse ponto.

Meu mano P.A. força rapaz, mais responsabilidade nas cenas (tamos juntos nessa) – Asterix o Néfilim.
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Sobre: Néfilim Hespanhol

12 Transfusons.
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