Entrevista Exclusiva com Raf Tag “U Imortal” por RapKuia






Quando se pergunta alguém que curte rap, o que acha do som do Ricardo Alexandre Feliciano, ele vai responder de quem? Mas se falamos o nome Raf Tag “U Imortal” a resposta virá acompanhado com um grande sorriso.

Raf Tag é um dos grandes nomes dentro do rap nacional. O rapper concedeu entrevista ao nosso blog onde falou do seu trabalho e outros assuntos relacionados com Hip Hop. Confira um pouco de como foi a entrevista.



Rap Kuia: Quem é o Raf Tag?

RT: Em tempos pensei saber, mas infelizmente hoje em dia já não faço a mínima ideia, porque esta em constante mudança, na verdade não quero nem saber dele.





Rap Kuia: Podes explicar a história por trás de seu nome "Raf Tag U Imortal"? 

RT: RAF são as iniciais do meu nome, Ricardo Alexandre Feliciano, TAG, Trash Around the Globe, mas RAF TAG tem outros significados muito diferentes… Já U Imortal foram as pessoas que seguiam os meus beefs e confusões que deram-me, porque eu negava-me a ser morto por outros rappers, acontecia sempre o contrário.


Rap Kuia: Quando você começou a escrever rimas e quem te inspirou a fazer isso?

RT: Não posso dizer que foi uma pessoa em concreto, eu já ouvia Rap a 6 anos quando comecei a frequentar a casa de um amigo que tinha vindo de França, na qual pausava um grupo de amigos que fazia freestyles, eles tanto provocaram-me que comecei também a largar umas dicas e depois a escrita fluiu, isso em 1999.



Rap Kuia: Se você tivesse que escolher apenas uma palavra para descrever a sua visão musical, qual seria?

RT: Sinceridade.



Rap Kuia: Como você definiria a sua música?

RT: Obscura, verdadeira, crua, muitas vezes autobiográfica, inteligente, anti-conformista, melancólica, triste, revoltada, pesada, filosófica, com alguns traços de esoterismo, alternativa, levada ao extremo e despreocupada.






Rap Kuia: O que mantêm um Mc no game? Sentir que é um compromisso com a cultura (hip hop), ou a crença em algo maior enquanto não se conseguiu?

RT: Não faço a mínima ideia, porque o Rap para mim não é um game, é uma parte muito grande do puzzle que compõem a minha personalidade e eu não jogo com a minha vida, nem com a vida de quem escuta-me.



Rap Kuia: Quando você não está fazendo música, que outros tipos de música e os artistas que você gosta de ouvir?

RT: Isso depende muito da forma como o meu estado de espírito encontra-se no momento, mas ultimamente tenho ouvido muito Symphonic Metal, Gothic Metal, Power Metal, Música Erudita, Dark Ambient e Trip Hop. Se for por-me aqui a mencionar nomes, ainda vou alienar um monte de rappers que vão ler a entrevista.



Rap Kuia: Como você definiria a geração hip hop, é um movimento estático ou algo que está sempre mudando?

RT: Nada na vida é estático, a lei suprema do universo é o movimento, e o movimento é mudança, quer esta seja positiva ou negativa. Na verdade o Hip-Hop já não é uma geração, são várias, todas elas com as suas particularidades, sonhos, anseios e momentos, e o Hip-Hop vai-se transformando com isso.



Rap Kuia: Que artista te inspirou? Qual é o seu álbum favorito de todos os tempos? Qual é o teu objetivo final no rap game?

RT: No caso dos E.U.A. não tenho um artista ou álbum em específico, foram vários, cada um colocou a sua pedra… mas em português diria que é o "Sem Cerimónios" dos Mind da Gap, esse mudou tudo. O meu objectivo é expressar-me.




Rap Kuia: Como você vê, essa chegada do Rap Nova Escola, com beats de samples de Kuduro, semba e tal? Você vê como Revolução? Ou apenas como mais um estilo musical pra maquiar todos esses problemas, que o Rap Velha Escola aborda ?

RT: Samples de Semba é algo que utiliza-se no Rap desde que os produtores começaram a ter acesso a programas que permitem a manipulação de samples. Mas se a tua questão tem haver com essa fusão com o Kuduro, lembra-te que nada dá-nos o direito de critica-la, porque o Rap é a música de fusão por excelência. Só é pena que essa fusão com o Kuduro seja feita por imediatismo, modismo e sobretudo sem amor, e que sobretudo dê resultado numa música na qual não transparece alma, nem mensagem com profundidade humana.


Rap Kuia: Que conselho você daria para os novos artistas?

RT: Invistam primeiro na investigação, porque o conhecimento enriquece e oferece conteúdo a escrita, mas sobretudo aconselho a serem sinceros e realistas.



Rap Kuia: Quais foram os momentos mais marcantes na tua carreira musical?

RT: Acredito que foi ter vencido o primeiro concurso de Rompimento organizado cá, a gravação da minha primeira track, "Enraizados no Inferno" com As Pragas e o Reverendo Neblina Cerebral, o lançamento do "ISHING - A Cipra da Lua Negra" e do "demoNOcracia".


Rap Kuia: Por fim, você pode dizer algumas palavras para os leitores Do Rap Kuia, Fans e Admiradores do teu trabalho? Se quiser deixar um recado ou falar algo que não perguntamos, sinta-se à vontade.

RT: Quero pedir as pessoas que gostam da minha música que parem de perguntar-me quando sai "U IMORTAL", lembrem-se que estou por conta própria, e que sou um artista sem apoio, então no dia que tiver um dinheiro extra, edito a cena. Já agora quem quiser saber mais algo sobre mim pode sempre entrar na minha página do facebook...     



www.facebook.com/RAFTAGUImortal… força a todos.
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Sobre: Néfilim Hespanhol

12 Transfusons.
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